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No começo achei que não ia postar nada sobre a viagem aqui, mas mudei de ideia. A razão pela qual eu tava meio relutante era porque eu não queria uma abordagem somente de dicas turísticas, com aquela pressão de um manual de viagem perfeito. O motivo pelo qual eu mudei de ideia é que vi que se eu não registrasse aqui enquanto eu ainda lembro de tudo vividamente, talvez muita coisa se perderia na minha memória.

Bolivia La Paz

DIA 1 – CHEGADA EM LA PAZ

Chegamos em La Paz às 2 da manhã e fomos direto para o hotel. Correria absoluta na hora do check-in porque metade das pessoas estava passando mal pelo cansaço da viagem que juntou com a altitude e dificuldade para respirar. Eu me dividindo entre acomodar todo mundo nos devidos quartos, ajudar os porteiros com as malas, arrumar oxigênio e chá de coca pra todo mundo e combinar o horário de encontro no dia seguinte. Eu mesma só consegui entrar no meu quarto lá pelas 6 da manhã!

Não posso dizer que dormi por 2 horas porque quando cheguei no quarto eu não conseguia fazer nada que não fosse olhar para aquela vista maravilhosa da janela – eu tava simplesmente embasbacada – e pensei: Que se foda dormir, dormir eu durmo em Londres!

Às 8 da manhã eu já estava pronta e arrumada esperando a galera no restaurante. A altitude também me afetou e eu não estava 100%, mas comi umas frutas, tomei um cházin de coca e de boa. Eu tava tão feliz que eu não tinha nem tempo pra passar mal.

Ninguém dormiu muita coisa e como a maioria do pessoal ainda tava meio ruim, decidimos que seria melhor descansar para o tour que iríamos fazer no dia seguinte. Terminamos o café e cada um subiu para o seu quarto – incluindo eu. Só que não pra descansar: fui trabalhar! Fiquei a tarde inteira confirmando que tudo estaria certo para os próximos dias – aliás, essa era minha rotina toda santa noite. Terminei o que eu tinha que fazer, pedi comida e desmaiei.
 

Nesses dois dias ficamos hospedados no Camino Real Suites, um hotel 5* na região Sul de La Paz. É um hotel caro e bem bonito. Eu nunca tinha me hospedado em hotéis alto nível e pude ver que o serviço e amenidades do hotel fazem o dinheiro de quem pagou valer a pena. Quartos enormes, cama super confortável e funcionários prestativos.


DIA 2: CITY TOUR, TELEFÉRICO, VALE DA LUA E MIRANTE

Descansei bastante, porém senti mais ainda o quanto era difícil respirar. Gente, levantar da cama e vestir uma blusa era um esforço hercúleo! Mas me arrumei e desci. Daí pouco tempo o guia já apareceu e começamos o tour.

O tour da cidade

Minhas primeiras impressões de La Paz – IGUALZIN BELO HORIZONTE!1!!1 Passeamos pelos bairros de San Jorge e San Miguel, que são as áreas mais antigas de La Paz, visitamos algumas igrejas e seguimos para a primeira atração do dia: O teleférico!

Mi Teleférico

Minha primeira experiência andando de bondinho! O Mi Teleférico opera nada mais nada menos que 4000m acima do nível do mar e é considerado o mais alto do mundo. Ele transporta mais de 3 mil pessoas diariamente entre La Paz e El Alto (que é onde o aeroporto internacional fica). O serviço é maravilhoso – a passagem custa 3 bolivianos (cerca de R$1,50) com espera máxima de 15 segundos entre cada bondinho. É tudo limpinho, novinho e bem cuidado, achei o máximo. E ah, ele funciona usando energia solar em grande maioria – impacto ambiental é assunto importantíssimo na Bolívia.

Mercado de Las Brujas

Continuamos para o Mercado das Bruxas, que é um mercado ao ar livre bem no meio da cidade. É interessante como a maioria das mulheres mais velhas usam vestimentas tradicionais como a ‘pollera’ (saia volumosa colorida), chapeuzinho e poncho colorido. Não tirei foto porque acho invasivo sair enfiando a câmera na cara dos outros e também porque elas são muito reservadas nessa questão.

O Mercado das Bruxas tem umas coisas muito doidas que vão de souvenir e ervas medicinais até fetos de lhama seca, que algumas pessoas enterram no terreno de casa como uma cha’lla (oferenda) para a deusa Pachamama – a mãe terra. E não façam essa cara porque eles não matam a llama – eles usam os fetos que vieram de abortos passados (ou pelo menos foi isso que o guia disse). De qualquer maneira é algo que é estranho pra nós, mas normal pra eles. Toda cultura deve ser respeitada.

O Vale da Lua

A próxima parada foi um dos pontos turísticos principais da cidade, o famoso Vale de la Luna. Ele na verdade não é um vale – é labirinto doido de cânions enoooormes compostos de argila e arenito, formados pela erosão da chuva e vento. Alguns guias contam que o Vale da Lua recebeu esse nome após uma visita do astronauta Neil Armstrong, que fez um comentário sobre como o local se parecia com a superfície da lua. Parece realmente que a gente tá em outro planeta!

Infelizmente não ficamos por muito tempo lá, o terreno era um pouco irregular e algumas pessoas estavam com dificuldade na hora de caminhar. Mas foi tempo o suficiente pra curtir o lugar e tirar algumas fotos.

Mirante Killi Killi

Já era de tardinha e faltava pouco tempo para o pôr-do-sol, o que faz desse mirante um lugar ótimo para admirar a beleza da cidade e descansar um pouco as pernas depois de muita andança. Dali dá pra ver a cidade praticamente toda e de bônus a montanha Illimani no fundo.

O que deixou tudo ainda mais memorável era uma batalha de rimas que tava rolando na entrada do mirante quando a gente tava indo embora – foi legal porque puder ver um pouco do lado mais tradicional da cidade durante o dia, fechando com um lado mais contemporâneo produzido pelos xofens.


Voltamos para o hotel lá pelas 8 da noite, satisfeitos com o dia produtivo que tivemos. Tomei um banho, pedi uma comida e entrei em um mini-coma pelas próximas 5 horas. Precisava descansar bastante já que no dia seguinte iríamos para UYUNI! Assunto para o próximo post :P

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Viagem pela América do Sul #1: Roteiro
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Perdi a conta de quantas vezes eu já choraminguei nesse blog o arrependimento que eu sentia por ainda não ter entrado faculdade (1, 2). Por mais que hoje em dia um curso superior não seja necessário para ser uma pessoa bem-sucedida, isso sempre foi importante pra mim e uma coisa que eu queria muito fazer, porém até então nunca tive estabilidade o suficiente pra mergulhar de cabeça em algo tão grande.

A semente dessa ideia já havia brotado na minha cabeça há alguns anos atrás, mas foi na Rodovia Pan-americana, indo de busão de Puno para Cusco, que eu finalmente resolvi que essa era a hora – em um cenário maravilhoso e ideal pra qualquer tipo de reflexão. Foram 10 horas de viajem onde eu não tinha nada pra fazer além de pensar, e eventualmente eu senti aquele “clique” que uma decisão recém tomada faz dentro da gente. A partir daquele momento eu sabia que eu não sossegaria enquanto não conseguisse.

Você, caro leitor que se formou aos 22 anos sem nenhuma dificuldade, provavelmente não vai entender o que isso tudo significa pra nós, pessoas mais velhas que estão correndo atrás disso tanto tempo depois de ter deixado a escola. É uma mistura de medo e ansiedade e orgulho por nos amarmos o suficiente pra ir em busca de algo melhor, mesmo que um pouco atrasados.

Como meu histórico estudantil está no BR e daria maior trabalhão trazer pra cá, descobri que seria mais rápido se eu fizesse as provas de Inglês e Matemática que a universidade pedia, mas o único problema era que eu só teria duas semanas pra me preparar. Estudei igual uma maluca com um desespero digno de quem não faz uma continha de divisão no papel há mais de uma década – e passei! Ainda não cheguei à conclusão de como exatamente essa aprovação aconteceu, certeza que deve ter rolado intervenção divina nissaê. Mas num vou questionar né? ¯\_(ツ)_/¯

O curso que vou fazer se chama Tourism & Travel Management (aka Turismo com ênfase em gerenciamento) pela London Metropolitan University. Eu estaria mentindo pra vocês se dissesse que sempre quis cursar isso – na vdd meu sonho era ser arqueóloga – então você deve estar se perguntando por que diabos eu escolhi Turismo, e eu explico: É o que faz sentido pra mim, já que 1) tenho quase 6 anos de experiência na área 2) eu curto pra caramba trabalhar com isso. Minha intenção é me especializar em planejamento e desenvolvimento, mas é uma área com tantas ramificações que talvez eu mude de ideia em um futuro próximo.

É interessante mencionar o tanto de negatividade que eu tô recebendo quando conto pra pessoas que vou entrar na faculdade e sobre o curso que vou fazer. A frase mais comum que eu tenho escutado é “você está perdendo tempo”. Como se conhecimento fosse perda de tempo? Um diploma não é a única alternativa para quem quer subir de vida, mas um diploma também não é nenhuma sentença de fracasso. Principalmente pelo fato do curso de Turismo ser tão desvalorizado e malvisto no Brasil – mas o que as pessoas não veem é que ele vai muito além de apenas vender pacotes pra Porto Seguro.

Parece que pra conquistar aprovação da galera a gente tem que se limitar a cursar apenas Direito, Engenharia, Medicina ou Psicologia, qualquer outra coisa é besteira. Ainda bem que validação de quem não paga meus boletos é a última coisa que eu tô procurando nessa vida.

Depois de tantos anos eu finalmente tô fazendo algo pro MEU bem, MEU crescimento, MEU futuro. Algo SÓ PRA MIM, que EU quero, que EU corri atrás. Tô bem orgulhosa de mim mesma.

Bottoms up!
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Tô de ressaca pós-viagem e ainda no processo de recolher meus pensamentos e conclusões sobre tudo que vi e vivi nessas duas semanas que viajei pela América do Sul.

O plano que eu tinha era: Documentar tudo, tirar fotos, planejar e escrever uns posts quando tivesse de bobeira. Não sei quem eu tava achando que eu era – devo ter esquecido que eu era Babi e eu não sou de fazer as coisas assim. De vez em quando até que bate umas doidas que nem agora e do nada me dá vontade de escrever, mas ledo engano achar que sou eu que decido quando.

Olhando pra trás eu posso dizer que eu tô bem orgulhosa de mim e de como lidei com tudo. Uma adulta que se preze! Isso fora os momentos de desespero silencioso e vontade de chorar no meio do aeroporto porque eu já não aguentava mais ouvir meu nome. Quando eu colocava a cabeça no travesseiro e fechava os olhos só conseguia ouvir o eco das vozes chamando: “Bárbaraaa?… Bárbaraaaa… Báaaarbara!”

Eu ainda não sei bem como (e se) eu vou fazer post dessa viagem aqui. Eu quero, mas é tanta coisa que não caberia, e mais coisa ainda que eu não sei expressar. Acho que quando fazemos uma viagem desse porte — que muda a forma com que vemos o mundo — é normal demorar um pouco pra se situar novamente né mesmo? (digam que sim).

E umas fotinhas que talvez vão falar um pouquinho do que não consigo. Passem o mouse sobre elas para saber onde elas foram tiradas :)

La Paz

La Paz

La Paz

Salar de Uyuni e Incahuasi

Salar de Uyuni

Ilha Incahuasi no Salar de Uyuni

Machu Picchu

Huayna Picchu

Ainda maravilhada com essa oportunidade que me foi dada, porque se não fosse por ela eu nunca teria condições pra visitar nada disso. Imensamente grata!

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