Jul 11, 16

O exército do padrãozinho wants YOU! Que mané organizar feed o quê

Devaneios
Dec 22, 15

Quanto custa morar em Londres? dinheiro na mão é vendaval

Vida em Londres
Aug 22, 15

Sobre ser imigrante

Londres
Apr 14, 17

TÔ VIVASSA, porém com várias preguiças de pregar a bunda na cadeira pra escrever. É como disse alguém que não me lembro o nome: “Escrever é facil, tudo que você tem que fazer é encarar uma folha de papel até que sua testa comece a sangrar” ou algo assim, num sei. Pra ser sincera, ultimamente tô meio desapegada de computador – checo minhas xoxo media pelo celular mas nem ando postando muita coisa, cinco minutos na frente do pc já são mais que o suficiente pra me encher as paciência.

Como as coisas mudam, né?

O blog tá muito parado, tenho alguns posts em rascunho pra finalizar mas ligo o computador duas vezes por semana, no máximo. Acho que isso reflete muito o momento que eu tô vivendo – tá tão bom que não tá sobrando tempo pra nada que não seja viver. Tão bom que eu juro que eu tô com medo desse sentimento desaparecer de uma hora pra outra e eu voltar pro limbo que eu tava antes, então eu tô tentando não pensar muito em quanto isso vai durar. Mas tô incrível. Com muita energia pra sair e andar por aí, repensando alguns valores que o limbo me ensinou, questionando meus porquês, revendo alguns conceitos (isso mais que tudo). Tá tudo mais claro, meu humor tá ótimo, não tô mais tão ansiosa, tô mais confiante e mais positiva. É tudo o que eu não estava sendo antes e eu tô tentando aproveitar enquanto isso dura, e se não durar pra sempre, que eu não demore a me sentir assim novamente.

Confesso que pensei várias vezes ao longo desses tempos ausente em não continuar mais com o blog. Parar de pagar domínio/hospedagem e deixar isso tudo de lado. Mas acho que eu me arrependeria, então pois bem. Continuamos aqui, nem tão firmes e nem tão fortes.

Tô querendo

Viajar pra Portugal. Não sei que fogo na bunda é esse que tem me consumido ultimamente, mas nossa, como eu tô querendo. Tô planejando ficar uns 7 dias em Lisboa e visitar umas 3 ou 4 cidadezinhas: Sintra, Óbidos, Tomar, Évora e o que mais der tempo. Já tô de viagem marcada pra Dubai no final de Abril e pra Berlin no meio de Maio, então no quesito viagem esse ano tá tranquilo tá favorável. Eu quero é + mas o dinheiro é – :(

Tô precisando

Comprar calcinha e sapato, AVE MARIA. Percebi que todas as minhas calcinhas estão super sambangas e eu tenho aquele medo enraizado nos confins de meu inconsciente de que se eu for atropelada e tiverem que rasgar minhas roupas vão dar de cara com aquele coadorzão de viúva (é que comprei 2 pacotes com 7 calcinhas pretas dentro, iguaizinhas). O sapato do inverno abriu a boca e me disse adeus e tudo que me resta agora é uma sapatilha feia que come meu pé todinho e me dá chulé. Eu tenho uma preguiça enorme de comprar essas coisas, xente. Me dá taquicardia só de pensar que tenho que encarar loja lotada e experimentar 50 pares de sapato antes de achar um que eu goste, eu realmente não tenho um pingo de paciência pra isso.

Tô tentando

Tanta coisa. Minha vida é uma tentativa por si só. Ser mais ativa (e tô sendo), gastar menos com besteira (falhando epicamente), ser mais paciente (falhando epicamente), ser mais organizada (marromeno), deixar de ser A Sincerona™ o tempo todo (até que sim), manter esse blog vivo à base de sonhos & esperanças (sim), tentando parar de ficar tentando tentar (naum)

Tô sentindo

Saudade do meu Brasil veranil, de um churrascão, um sertanejão, um cervejão e um piscinão. É uma palhaçada essa vontade que eu tô de me enfiar pras roça à fora, sinceramente. Não dá pra sustentar uma passagem de £800 pila todo ano, sem contar os gastos absurdos que estão envolvidos quando se trata de Brasil, é uma gestação de dinheiro que ninguém dá conta – e olha que eu nem banco luxo.

Tô lendo

Nada. Mas vi uma pessoa lendo Siddhartha outro dia no metrô e fiquei curiosa. O nome ‘Kurt Vonnegut’ também tem estado grudado na minha cabeça – nunca li nada dele, mas é um desejo antigo já que muitos (muitos não, dois) amigos meus recomendam. A gêmea #2 do Quarto de Viagem me trouxe Pássaros Feridos de presente e matou um outro desejo antigo que eu tinha de ler esse livro novamente – lindo e maravilhoso, 5 estrelas, definitivamente recomendo (beijo Maggie). Também li A Cor Púrpura, História da Sua Vida e Outros Contos do Ted Chiang (infelizmente é uma bosta), e comecei Contato, mas ainda não terminei. Até que li bastante – mais do que ano passado. Apesar de gostar de ler, parei de sentir aquela culpa por não estar lendo nada.


Amanhã eu e Nelinha vamos FINALMENTE fazer a segunda parte da Capital Ring Walk! Demos uma pausa por causa do inverno, mas agora vamo desencalhar esse treco. Vou ali preparar minha mochila e descansar um tiquinho. Volto já :*

Jun 13, 16
Bitter
Oct 29, 16
Inventário #2
Bottoms up!
Dec 11, 16
V i n t e s e t e
Feb 14, 17
Cultura  •  Londres
Sotaques Inglês Britânico

Já há um tempão tô com vontade de fazer um post sobre o inglês falado na prática aqui. Ouço muita gente que já fez anos de cursinho e já até viajou pros Estados Unidos reclamar que na hora que chega aqui passa aperto na hora de conversar com as pessoas, tanto pela diferença do inglês Americano pro Britânico como também devido ao número enorme de sotaques e gírias que existem em Londres.

Sempre fui apaixonada por sotaques, começando com o mineiro, claro! No Brasil não existe uma diferença tão alarmante quando se trata da mesma cidade – claro que existem variações – mas nada tão notável. Aqui a diferença de um sotaque pro outro dentro da mesma cidade é gigantesca! Dá pra adivinhar em qual área de Londres uma pessoa foi criada só pelo sotaque que ela tem. Legal né?

Vou dividir esse post em duas partes: Essa primeira, que vou falar dos tipos diferentes de sotaque. Na segunda, vou dar uns pitacos sobre como ~treinar as oreia~ e ficar craque na hora de entender o povão. Vumo?

Standard English

Também conhecido como ‘received pronunciation’ (ou como inglês da BBC) esse é o sotaque sem sotaque (hehe) e não vem de nenhuma região em particular. Ele ganhou popularidade com a aristocracia nos séculos 18 e 19, e desde então é considerado o inglês “padrão” – mas na minha opinião isso é altamente contestável, já que quem usa o RP geralmente tem bala na agulha e isso definitivamente não é padrão por aqui. Por isso também ele é mais conhecido como ‘posh accent’, ou sotaque de rico pra traduzir literalmente.

Ninguém melhor do que a minha, a sua, a nossa Betinha pra dar exemplo!

Cockney

O segundo sotaque mais famoso (e complexo) da Inglaterra! Original da região leste de Londres – área onde a classe trabalhadora era predominante há algumas décadas atrás – a palavra ‘Cockney’ era um termo pejorativo usado para descrever as pessoas dessa área. O sotaque em si é uma loucura e pra mim um dos mais difíceis de entender (passo aperto até hoje com meu padrasto que é Cockney). Eles mudam o som de algumas letras e ‘engolem’ outras, principalmente os T’s e H’s (isso se chama glotalização). Water vira wa’er, three vira free, together vira togeva e por aí vai.

Um ótimo exemplo do Cockney English é essa propaganda da Heineken aqui em baixo, feita nos anos 80. A moça está em uma ‘Escola de ginga de rua’ tentando aprender a falar como alguém do leste de Londres, um Cockney. A frase usada é ‘the water in Majorca don’t taste like what it ought to‘ e funciona muito bem pela oportunidade de glotalização que as palavras em negrito oferecem.

— Cockney rhyming slang

A maluquice dos Cockneys não para por aí. Eles tem um dialeto baseado em rimas, minhas gente. Na verdade não é um dialeto (não consigo pensar em uma palavra melhor) mas é uma coleção de frases e expressões que, rimando, significam outras. Por exemplo: Se alguém te falar “use your loaf of bread” estão te mandando pensar, usar sua cabeça. Bread rima com head! Ou se alguém te falar que está tomando “a nice cup of Rosie Lee”, estão tomando uma xícara de chá, Lee rima com tea!

Vamos ver se cês conseguem adivinhar (sem perguntar o tio gugol hein): O que significaria ‘Bees and Honey’ em Cockney Rhyming Slang? Honey rima com…? Money!

Inglês Britânico Sotaques Cockney

London Multicultural English (LME)

O LME é meu sotaque favorito por ser usado pelos jovens e classe trabalhadora de hoje em dia. Pelo nome, multicultural english, a gente percebe que os imigrantes tiveram um dedinho em sua origem, seja isso no sotaque e/ou pronúncia, até como na adição de palavras de outros idiomas no vocabulário. O LME é rápido, agressivo e muitas vezes incorreto gramaticalmente, justamente pelo fato de ter parte da sua origem vinda dos imigrantes aprendendo inglês. Isso faz com que alguns verbos não sejam conjugados corretamente, e que palavras sejam escritas e pronunciadas da forma que alguém que não nasceu aqui pronunciaria. Acho isso MUITO interessante!

O LME pode parecer um pouquinho com o Cockney, principalmente porque os dois usam glotalização. Mas se você der um passeio em Hackney ou Shoreditch, entre os adolescentes e pessoas mais novas é o LME que você vai escutar. O Cockney é mais comum entre os old schoolers, o pessoal mais antigo. Inclusive, li que o LME será o sotaque/dialeto que irá substituir o Cockney quando ele desaparecer (alguns linguistas preveem que isso vá acontecer daqui uns 30 anos – o que faz sentido, uma vez que essa população falante do Cockney é mais velha e vai morrendo sem passar o costume pra frente).

De exemplo vou mostrar um vídeo do Truseneye92, um rapaz que imita MUITO BEM o LME (às vezes conhecido como Roadman/homem da rua). Deixei na minutagem certinha onde ele faz a imitação, mas pra quem tem curiosidade recomendo assistir o vídeo inteiro porque ele faz outros sotaques muito bem também.

E tem também o Korean Billy, que até passou no jornal daqui outro dia. Ele é um Koreano (dã) que posta muito sobre os sotaques e dialetos daqui do Reino Unido de forma bem didática (e fofa e engraçada e linda e fofa e ai meu deus). O vídeo abaixo também é sobre vocabulário usado pelos falantes de LME, o sotaque do Billy por si só não é muuuiiiiito igual mas junto do vídeo dali de cima dá pra ter uma ideia. Como o título do vídeo já acusa, Roadman também é um nome alternativo do LME, significando ‘homem da/de rua’.


Sei que nem todo mundo que lê esse blog manja de inglês – me desculpem postar algo tão específico e que talvez não será entendido por todos. Eu realmente já queria postar sobre isso há meses, mas sempre me segurava por esse exato motivo: ninguém é obrigado a falar nenhuma outra língua e não é todo mundo que teve a mesma oportunidade que eu tive de aprender. Então desgurpem a criança aqui que fica toda empolgada ao falar sobre isso. Espero que alguém tenha aprendido algo útil :)

Outlander, dicas de séries, Jamie Fraser,
Sep 20, 14
Dica de série: Outlander
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Boneco de neve improvisado!
Jun 06, 14
Tired of London, tired of Life
Jan 15, 17

Há mais de um ano atrás fuçando em uma livraria, esbarrei em um livro do Andy Goldsworthy chamado Ephemeral Works e fiquei completamente encantada com o trabalho maravilhoso que ele faz. Andy Goldsworthy é um escultor/fotógrafo britânico que fez sua carreira criando e fotografando suas obras de arte temporárias na natureza, usando elementos naturais a como flores, folhas, galhos e até gelo (!). E detalhe: Ele não tem o auxílio de nenhuma outra ferramenta além de suas próprias mãos e coisas providas pelo meio-ambiente.

Suas esculturas não são feitas para durar e em pouco tempo já se desintegram, apodrecem ou derretem. E isso reflete a passagem do tempo – as coisas bonitas da vida não estarão aqui para sempre, devemos admirá-las enquanto podemos. O trabalho do Andy representa fragilidade, o declive, a temporalidade. Que forma mais linda de simbolizar um conceito, né?

Penas de uma garça-real encontrada morta, cortadas com uma pedra afiada. 27 de Fevereiro de 1982.

Folhas de figueira bem maduras depois de um verão muito quente, presas ao chão com espinhos. 08 de Novembro de 1984.

Todas as fotos por Andy Goldsworthy. Vocês podem encontrar mais sobre o trabalho dele no website (não-oficial) e nos muitos livros que ele publicou, todos disponíveis no Amazon.


Me fala se não são de encher os olhos? Todas as fotos foram tiradas com uma câmera analógica no período de 1976-1986, por isso podem parecer estar com efeitinho #problemasdoséculo21 :)

Jun 06, 14
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Prática fotográfica do final de semana
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