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Tô me sentindo uma estraga-prazeres fazendo esse post, mas certas verdades precisam ser ditas. Acabei de ler um postzinho muito inocente na internet sobre morar em Londres e me senti na obrigação de desmistificar algumas cositas pra vocês, já que hoje em dia Londres é um dos lugares mais cogitados do mundo para se morar. O que essa galerinha muitas vezes neeeeeem desconfia é que a vida aqui NÃO É tão fofinha quanto aquela pessoa no Instagram faz parecer, então por isso quis vir contar algumas realidades pro cês.

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Você vai dividir casa com outras pessoas

A não ser, claro, que você seja ryca e tenha dinheiro sobrando. Como eu já disse nesse post, aluguel em Londres é uma coisa RIDICULAMENTE cara (sério, os preços são totalmente sem noção) e pra conseguir bancar um flat só seu cê tem que ter bala na agulha. Então como esse sonho de ter um apê estilo Pinterest em Londres só existe pra poucos, as pessoas se vêem obrigadas a dividir uma casa.

E quanto mais gente na casa, mais barato o aluguel (e mesmo assim ainda sai caro). Você vai dividir banheiro, cozinha, sala de estar com pessoas que você não conhece e só vai ter privacidade dentro do seu quarto. Os seus housemates provavelmente estão em Londres pra trabalhar (e não curtir a vida adoidado como um adolescente irresponsável), então pode esquecer esse clima de república da Malhação.

Aqui é onde filho chora e mãe não escuta

Só VOCÊ vai lidar com suas próprias tretas. Se você acha que isso parece divertido e libertador, tente ficar sem emprego e ser despejado pelo seu landlord ao mesmo tempo. Ou ter que sobreviver com £20 o mês inteiro. Ou ter uma morte na família e não poder chegar no Brasil a tempo para o velório ou enterro. E não me venha com essa de “quem tem amigos tem tudo” porque nenhum amigo seu que mora em Londres vai ter mais que 100 conto sobrando pra te emprestar de uma hora pra outra.

Londres não é lugar pra gente mole

Parece insensível, mas é a verdade. O que eu quero dizer por “gente mole” é gente que não corre atrás das coisas. Gente que não aceita um emprego pra lavar louça, se necessário. Ou gente que precisa de estar sempre rodeada de amigos e se divertindo o tempo todo. A verdade é que Londres te faz ser uma pessoa sozinha, e se você não souber conviver com isso, você não vai aguentar o tranco.

Você aprende que nem todo mundo é de confiança

Você aprende a não ser tão ingênua. Gente ruim tem em todo lugar, mas conseguir discernir uma da outra em um país desconhecido é 100 vezes mais complicado. Então você provavelmente vai tomar algum tipo de calote, seja ele do seu patrão, do seu landlord ou daquele housemate que você achava ser seu amigo.

Londres te faz mudar

Na maioria das vezes, pra melhor. Por mais que a vida aqui tenha seus altos e baixos, você aprende na marra coisas que talvez nunca aprenderia se não tivesse saído do Brasil. Falando assim parece ser fácil, mas na hora do ~vamo vê~ é só você e mais ninguém pra dar conta dos seus pepinos. Hoje em dia quando eu vou ao Brasil eu vejo o quanto minha mentalidade é diferente das pessoas que continuam lá. Eu não me sinto melhor que ninguém, mas é que aqui nós passamos por experiências que moldam a maneira que enxergamos o mundo.

…se eu trocaria?

Aí cês me perguntam: Se é tão ruim, cê tá fazendo o que aí? Eu moro e criei raízes aqui. Apesar dos perrengues eu lido com minhas tretas todos os dias e sei bem da realidade que vivo. Hoje em dia eu tô mais esperta e não passo mais tanto aperto, mas se há 10 anos atrás nossas vidas no Brasil (minha e da minha mãe) fossem melhores e morar aqui tivesse sido uma simples escolha, cês podem ter certeza absoluta que eu estaria lá até hoje.

O que eu quero dizer com esse post é que morar em Londres é uma decisão séria. Não significa que você não pode vir fazer um intercâmbio ou curtir suas férias – pode e deve! – mas é que hoje em dia mais e mais pessoas são conduzidas até aqui por uma opinião errônea (que existe principalmente na internet) que Londres se resume à friozinho gostoso e chá das 5. Aí a pessoa chega aqui e toma na cara porque não tinha consciência do que estava por vir.

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Dia desses em uma das minhas andanças cibernéticas esbarrei no trabalho do fotógrafo Roger Ballen através do vídeo abaixo, chamado “you may be a photographer, but are you an artist?” e achei que bateu muito bem com a fase que eu tô passando. Fiquei impressionada com o impacto que as fotografias dele têm, e depois de ver um pouco mais do trabalho dele, me apaixonei. Ele definitivamente passou a ser um dos meus fotógrafos favoritos.

O vídeo foi feito em colaboração com a COOPH (canal ótimo) e tá aqui embaixo pra quem quiser assistir. Recomendo muito, mas assista sabendo que ele é meio perturbador.

Depois daí me interessei e fui pesquisar, até descobrir que o vídeo acima foi na verdade inspirado no livro Outland, uma série fotográfica feita pelo Ballen na África do Sul em meados do ano 2000. No livro dessa série, ele retrata a vida e o cotidiano obscuro de pessoas mentalmente instáveis, obviamente renunciadas pelo resto da sociedade.

As fotos do Roger não são feitas para serem admiradas como se fossem uma pintura bonita. Elas são feitas com o intuito de causar uma sensação de incômodo e inquietação no observador. Esse trabalho em particular é grotesco e me causa um desconforto que não sei explicar, mas ainda assim acho essas fotografias fascinantes.

Essas imagens são fragmentos crus de uma parte da sociedade que — infelizmente — adoraríamos ignorar e fazer de conta que não está lá. Trabalhos fotográficos como esse trazem à luz uma realidade que, apesar de cruel, existe e precisa ser devidamente considerada.

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Vi essa tag no Just Lia e fiquei com saudadinha. Dei uma customizada nela pra não ficar tão grande, mas a essência é a mesma. Momento nostalgia aqui :)

Tempos de escola

Ensino fundamental e eu de palhacinha azul (em pé)

1. Quem era você, e como você era? Como era sua escola?

Durante o ensino fundamental eu era o mascote da professora. Sentava lá na frente, acertava tudo na prova e era super quietinha. No ensino médio… Bem… As coisas desandaram um pouco!

Minha escola era pública (Hilda Rabello Matta, zona Norte de BH), e ela era enorme! De hora em hora a gente tinha que trocar de sala, pois cada professor tinha uma sala própria (o que eu particularmente adorava). Era uma ótima escola e super bem conservada na época.

2. No recreio, onde era mais fácil te encontrar?

Em lugar nenhum, no ensino médio eu e minhas abigas adorávamos ficar perambulando em círculos escola a fora! Quem fica parada não vê os ~movimentos~

3. Já namorou ou ficou com alguém da escola? Foi dentro ou fora da escola?

No ensino médio eu era o patinho feio, então não tinha ninguém me querendo. Mããããs eu tive um ou outro namoradinho, que nem namorado era direito… A gente só andava junto e dava uns bejim de vez em quando, nada além disso.

Tempos de Escola - Hilda Rabello Matta

Bico de pato, pirulito na boca… Eike horror *facepalm*

4. Já fez alguma coisa escondida ou contra as regras? Já cabulou aula?

Nunca fui de fazer muita coisa errada, mas o pior que eu me lembro de ter feito foi uma vez que eu e minhas amigas (éramos do turno da manhã) estávamos rabiscando recadinhos nas mesas para nossos amigos do turno da noite, que tinham aula nas mesmas salas que a gente. Os professores descobriram e tivemos que ir lá limpar na frente de todo mundo logo enquanto outra turma tava tendo aula naquela sala :( MÓ CARÃO mas nunca mais fizemos de novo IUAHEOIUAEH

E caramba, como eu matei aula no meu ensino médio… taquepareeu! (não me orgulho disso okay)

5. Qual foi o melhor e o pior dia?

Não lembro de um dia que tenha sido melhor que os outros porque pra ser sincera todos os meus dias no ensino médio foram terríveis (adolescente né). Mas o pior mesmo foi quando minha mãe me tirou do Hilda e me afastou da binha belhor abiga Jenifer (com quem eu estudei desde o jardim de infância) e de todo mundo que eu conhecia.

O segundo pior dia foi quando minha mãe foi na (nova) escola no fim do ano letivo e descobriu o TANTO de aula que eu tinha matado. Rimos bastante. Apanhei.

6. Sofreu ou causou bullying em alguém?

Não sofri e nem causei, que eu me lembre. Eu era bem de broas.

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7. Como era a sua performance em apresentações da escola? Curtia?

SEMPRE DETESTEI e fazia de tudo pra não fazer nada lá na frente! A única apresentação que fiz na minha vida foi quando meu colégio fez as ~Olimpíadas do Hilda~ e eu e minha turma fizemos uma apresentação de dança (essa foto acima). Amigas, vou falar pra vocês: A gente era feia pra caraleo.

8. Do que você mais lembra desse tempo? Quais as coisas que mais te trazem lembranças?

As bagunças do fundão, as minhas amigas, o primeiro carinha de quem eu gostei (gente eu fiquei MUITOS anos apaixonada nesse fdp!). Guardo todas essas lembranças com muito carinho <3

9. Teve algum professor(a) ou funcionário que te marcou?

No ensino fundamental teve a TIA MARIA DAS DORES! Ela foi minha professora favorita da vida e puxava muito meu saco aoiuehaoieuha. E também tinha a Tia Lu (ela não era professora e não lembro o que ela fazia na escola), nós adorávamos passar nosso recreio com ela <3

No ensino médio teve o Renato, de Geografia e História. Ele era muito doidão e marcou a vida de muita gente com certeza, ele era hilário.

10. Se você pudesse voltar no tempo, o que diria pra você mesma naquela época?

Para mim, nada. Tudo que eu fiz, de bom ou ruim, me ensinou algo diferente e acrescentou uma experiência na minha vida.

Mas talvez eu explicaria para minha mãe que me mudar de escola era um erro (ao contrário do que ela pensava), e que essa mudança só iria PIORAR – e muito – meu comportamento. Hoje em dia ela sabe disso, mas quando eu era mais nova minha mãe era brava igual uma ONÇA e não levava em consideração nada do que eu tinha pra falar. Ela queria fazer o que ela achava ser melhor pra mim, porém mães também erram.

Eu também teria tirado mais fotos. Muito mais fotos.

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