May 20, 15

Ultimamente nas minhas andanças pela internet eu tenho visto bastante gente lendo um livro que li ano passado, chamado A Redoma de Vidro. A Mih do MOBIC fez uma resenha dele e as meninas do GWS falaram um pouco dele também. Não vim aqui fazer resenha desse livro, então se quiserem saber mais cliquem nos links das meninas!

Sylvia era uma poetisa Norte-Americana que a vida inteira lutou contra a depressão e transtorno de ansiedade social, apesar de ter sido uma ótima aluna e publicado vários poemas. Em 1956 ela se casou com o também poeta Ted Hughes e após morar nos USA o casal se mudou para a área de Primrose Hill, perto de onde eu moro aqui em Londres (só descobri isso hoje!). Ela teve dois filhos e tirou a própria vida nessa mesma casa em 1963. A história em torno do suicídio da Sylvia é um livro à parte, muito perturbador.

Hoje eu queria compartilhar com vocês um trecho do livro dela que me marcou pra sempre. Pra falar a verdade e sendo extremamente sincera, depois de ler esse trecho eu dei uma pausa no livro e só voltei um tempo depois porque foi a mesma coisa de ter tomado um tabefe na cara. Decidir dar uma pausa porque ele não é um livro que olha muito pro lado bom da vida, então eu achei melhor parar um pouquinho e só voltar quando a ressaca literária tivesse passado. Apesar de ter terminado o livro, a ressaca não passou até hoje e de vez em sempre eu me pego pensando nele. Descreve tão bem minhas batalhas internas que chega a dar medo de que um dia eu vá me achar sentada debaixo dessa mesma árvore.

Pra quem não leu o livro, tomei a liberdade de traduzir o trecho junto com esse quadrinho do Zen Pencils. Ele ilustra (não diga?) muito bem o que ela estava vivendo naquele momento, assim como também nossa peleja diária com nossa consciência, nossas dúvidas, nossas inseguranças e nossos constantes “E se eu tivesse escolhido outro caminho ou tomado outra decisão?”. Essa figueira virou um símbolo da bagunça que eu sou por dentro, como se fosse um lembrete de que eu tenho que parar de viver tanto no passado.

Sylvia-Plath-Poema-TraducaoDoeu?

Como eu não achei nenhuma das traduções que vi online fiéis ao texto original em inglês, traduzi tudo eu mesma. A arte e a ideia original são do Zen Pencils. Recomendo muito dar uma passadinha lá porque esse cara faz um trabalho simplesmente FODA.

Espero que a tradução e a ~montagem~ (haja gambiarra, photoshop) não tenham ficado muito ruinzinhas. Queria que vocês adorassem esse trecho do livro o tanto quanto eu adoro! :)

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  • 20 . 05 . 2015

    Estou na sétima página de seu blog, amando tudo, mas esse post foi impossível de não parar para comentar. Fantástico e instigante definem o que eu senti. Já estou doida para ler o livro. Parabéns pelo blog fofo e autêntico :*

  • 20 . 05 . 2015

    Simplesmente maravilhoso e sim, doeu. Adorei seu blog e acabo de me tornar uma seguidora. Parabéns pelo espaço!

  • 20 . 05 . 2015

    Ai meu coração </3

    Essas ilustras são MOITO lindas.

    • 20 . 05 . 2015

      Sim, Gabriela! Esse ZenPencils é moiiiiiiitoooo talentoso né? <3

  • 20 . 05 . 2015

    1. QUE BLOG LINDO! ♥ Nunca havia vindo aqui, mas achei seu cantinho por conta do Rotaroots e, gente, gamadíssima. Certamente passarei mais vezes.
    2. Sylvia Plath = ♥ Essa passagem, em especial, também me marcou muito quando fiz a leitura desse livro. É uma obra lindíssima, um dos meus preferidos da vida, mas tem de ser lido com cuidado porque é pesado pra caramba, como a passagem mostra muito bem.
    3. Que quadrinho lindo, que quadrinho amor! ♥

    Beijo ;*

  • 20 . 05 . 2015

    Não tem como não doer, né? ♥
    Essas ilustrações ficaram realmente perfeitas, que coisa mais linda (e triste) gente!

  • 20 . 05 . 2015

    Tive que vir comentar! Realmente foi como um tapa na cara, amei essa arte, mas não tomei coragem de ler ainda rs (Visito seu blog todos os dias mesmo sabendo que você nao posta todos os dias, esperança? talvez) Amo seus posts ♥

    • 20 . 05 . 2015

      (um século depois eu respondo o comentário – perdoa!)

      Moça, leia. É um tapa na cara mas um tapa que te faz bem, sabe? É necessário saber que devemos tomar decisões e que o mundo não espera por ninguém. Leia, cê vai gostar :)

      Amei seu comentário! ❤️❤️❤️❤️

      Bêjo! ;*

  • 20 . 05 . 2015

    ficou ótima a tradução.
    caralhus, eu tô com o livro aqui mas não li ainda não. Mas logo lerei, mesmo estando numa vibe não tão linda da vida. Um masoquismo quase auhsuahsaush. Tô bem ansiosa pra ter contato com a história.
    Sabe q eu meio que lembro de Garota, interrompida da Susanna Kaysen quando olho pra Redoma de vidro? Não sei pq |=

    Fui lá no site e já dei de cara outro trabalho foda, “A meditation”. Curti muito!

  • 20 . 05 . 2015

    Doeu </3. A Redoma de vidro me atrai demais, mas vendo pequenos trechos resolvi que seria melhor eu ler quando tiver em uma fase melhor da vida pq vai q né.

    • 20 . 05 . 2015

      Bella, cê tá certa. Num lê agora não. Na verdade eu acho que não existe uma fase perfeita pra ler esse livro de uma forma que ele não vá doer em algum canto do coração da gente… Mas é melhor ler quando as coisas estiverem ~menos piores~ mesmo. Acho que cê vai gostar bastante! :***